Entre os dias 12 e 18 de Maio de 2026, o Secretariado da Mensagem de Fátima da Diocese de Angra promoveu uma peregrinação a Fátima, Tuy e Pontevedra, em colaboração e com o apoio do Secretariado Nacional, pela prestimosa colaboração do assistente nacional, o P. Daniel Mendes. Participaram cerca de 50 peregrinos, oriundos das Ilhas Terceira e São Miguel e de algumas zonas do continente português.
Esta iniciativa procurou fazer conhecer e integrar os mensageiros dos Açores no centenário das aparições da Irmã Lúcia em Pontevedra (1925 e 1926) e em Tuy (1929), que fazem parte do chamado ciclo Cordimariano. Na verdade, pelo coração da Mãe se entra no amor infinito de Deus de um modo privilegiado. A sua missão é sempre colocar-nos no caminho para Jesus e peregrinar com ela é uma extraordinária oportunidade catequética e de espiritualidade.
Realçamos, com particular enlevo, a experiência de vários peregrinos que estiveram nas celebrações da peregrinação aniversária de 12 e 13 de maio, pela primeira vez. A sua presença no Santuário de Fátima nesse dia foi uma experiência indiscritível, que os encheu de alegria e comoção.
Quando nos movemos, na verdade, não só mudamos de lugar, mas transformamo-nos. Por isso, peregrinar não é turismo. O caminho foi construído progressivamente, por meio de itinerários escolhidos, lugares descobertos, acompanhados de catequeses, orações, eucaristias, e de companheiros de viagem que nos permitem enriquecermo-nos com novos conteúdos e perspetivas. Maria foi a mestra deste caminho, como peregrina da aventura do seu sim a Deus. Ela acompanhou o Seu Filho desde o seu ventre até à cruz, mas também peregrina com a Igreja, com cada um de nós. A sua alegria será a de chegarmos ao Seu Coração Imaculado, ponte privilegiada para o Verdadeiro Coração do Amor de Deus.
Chegámos a Fátima como peregrinos, buscadores de esperança e de novas aventuras de fé, e partimos como missionários. Fizemos a experiência e queremos passar a mensagem que só vivendo se aprende. Resta-nos evocar as palavras do Mestre: “vinde e vede”.
Pe. Hélder Alexandre | Assistente do MMF da Diocese de Angra


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